sábado, 29 de outubro de 2011



História de Planaltina - DF

A partir da primeira metade do século XVIII, inicia-se a exploração das minas de ouro e 
esmeralda e o povoamento do interior de Goiás pelos bandeirantes, desde então essa 
região passa a ser frequentada como ponto de passagem da estrada real, utilizada para o 
escoamento de ouro e arrecadação de dízimos territoriais à coroa. 

Os documentos existentes não indicam a data exata da fundação de Planaltina, embora 
acredita-se que seja 1790. 
Segundo a tradição oral, o primeiro nome do povoado foi Mestre D'armas, devido ao 
fato de que na região se instalara um ferreiro, perito na arte de concertar e manejar 
armas que recebeu o título de Mestre, expressão que passou a identificar o local.

Atribui-se, entretanto, a fundação do núcleo em que se originou Planaltina a José 
Gomes Rabelo, fazendeiro que se transferiu da então Capital da Província de Goiás para 
a Lagoa Bonita, estendendo posteriormente suas posses até à morada do "Mestre 
D'armas" . Construíram uma Capela de Taipa, em pagamento de voto feito a São 
Sebastião, para se livrarem de uma epidemia que os atacava na época. Dona Marta 
Carlos Alarcão encomendou de Portugal, uma imagem do Santo, trabalhada em 
madeira, para ser colocada na capela, sendo mais tarde substituída por outra maior, ao 
ampliarem a construção. A atual Igreja de São Sebastião conserva até hoje as mesmas 
características da sua criação.
O território onde se situava "Mestre D'armas" pertenceu, de início, à Vila de Santa 
Luzia, hoje Luziânia, tendo-se transferido para o julgado de couros (Formosa) em 20 de 
junho de 1837. Sucessivas anexações e desanexações ocorreram, a partir de então, 
provocadas por manifestações da população local, levando o povoado a pertencer, de 
acordo com as preferências do poder dominante, ora a Vila de Santa Luzia, ora a Vila de 
Formosa. 
  
Em l9 de agosto de 1859 pela Lei nº 03 da Assembléia Provincial de Goiás, criou-se o 
Distrito de Mestre D'armas, nos termos da Lei ficou pertencendo ao município de 
Formosa. Esta mais tarde passou a ser a data oficial da fundação da Cidade de 
Planaltina, nos termos do disposto no artigo 2º do Decreto "N" nº 571, de 19 de janeiro 
de 1967. 
  
Em 1891, o Arraial de São Sebastião de Mestre D'armas é elevado à categoria de Vila 
por decreto do Presidente da província, Antônio de Faria Albernaz, desmembrando-se 
de Formosa. 
  
Em 1892 instala-se a Vila, após a doação de casas para estabelecimento da intendência, 
cadeia pública e escolas. Neste mesmo ano, acontece um fato que ligará definitivamente 
a história de Planaltina à de Brasília. Trata-se da vinda da Comissão Cruls que realizou 
os primeiros estudos para implantação da futura Capital Federal do Planalto Central. A 
Comissão era composta por astrônomos, médicos, farmacêuticos, geólogos, botânicos, 
etc. Como resultado de seu trabalho, foi demarcada a região do quadrilátero de 14.400 .





Em 1910 a Vila de Mestre D'armas tem seu nome alterado, desta vez para Altamir 
devido à beleza do local visto do alto, pois Planaltina fica situada numa encosta de 
agradável vista panorâmica. 
  
A partir de 1917, a Vila passa por uma transformação com o surgimento de indústrias e 
charqueadas, empresas de curtume, fábricas de calçado, usina hidrelétrica e a estrada de 
rodagem ligando Planaltina a Ipameri. Neste mesmo ano em 14 de julho pela lei nº 451, 
passa a denominar-se Planaltina. 
  
Em 1922, no ano do Centenário da Independência do Brasil, o Deputado Americano do 
Brasil apresenta um projeto à Câmara incluindo entre as comemorações a serem 
celebradas o lançamento da Pedra Fundamental da futura Capital, no Planalto Central. 
  
O então Presidente da República, Epitácio Pessoa, baixa o decreto nº 4.494 de 18 de 
janeiro de 1922, determinando o assentamento da Pedra Fundamental e designa para a 
realização desta missão, o engenheiro Balduino Ernesto de Almeida, Diretor da estrada 
de ferro de Goiás com sede em Araguari Minas Gerais. 

No dia 7 de setembro de 1922, com uma caravana composta de 40 pessoas é assentada a 
Pedra Fundamental no Morro do Centenário, na Serra da Independência, situada a 9 Km 
da cidade de Planaltina. 
  
Na década de 30, houve um esfriamento na perspectiva mudancista, mas em 1945 a 
questão é retomada e Planaltina hospeda uma comissão designada pelo Presidente 
Eurico Gaspar Dutra e presidida pelo General Djalma Poli Coelho. O relatório de 1948 
desta Comissão decide pela manutenção da mesma localização sugerida pela Comissão 
Cruls. 
  
Em 1955, a Comissão chefiada pelo Marechal José Pessoa Cavalcante delimita 
definitivamente a área e o sítio de nova Capital. O quadrilátero do Distrito Federal 
passou então a ocupar uma área de 5.814 Km² e foi sobreposta a três municípios 
goianos, um dos quais Planaltina, que teve seu território dividido em duas partes ficando 
sua sede dentro da área do Distrito Federal, incorporando à estrutura administrativa que 
se implantou, ela perdeu então a condição de sede de município passando a funcionar 
como cidade Satélite. 
A outra parte do município ficou fora do quadrilátero do Distrito Federal, passou a 
chamar-se Planaltina de Goiás, conhecida como Brasilinha. 
Na condição de cidade Satélite, Planaltina perde também sua autonomia política. O 
Governador do Distrito Federal escolhido pelo Presidente da República, escolhe os 
Administradores Regionais das Cidades Satélites. Planaltina cresce, desenvolve sua 
estrutura urbana mas perde sua autonomia econômica tornando-se uma cidade 
dormitório. 
Em 1965, o arquiteto Paulo Magalhães, que foi também Administrador Regional, 
elabora para Planaltina um Plano Diretor que prevê o desenvolvimento urbano da cidade, com o objetivo de garantir uma ordenação estrutural capaz de comportar as 
diversas alterações que a cidade sofreu com a transferência da Capital. 

A partir de 1966 Planaltina sofre alterações periódicas com a implantação de 
loteamentos para receberem pessoas que não podiam se fixar no Plano Piloto (invasões 
e população de baixa renda de varias partes do país), tais como: Vila Vicentina, Setor 
Residencial Leste (Vila Buritis I, II, e III), Setor Residencial Norte A (Jardim Roriz) e 
ampliação do Setor Tradicional. 
  
Com as transformações ocorridas com a vinda da Capital, luz elétrica, água encanada, 
telefone, transporte, modismos e novas crenças, sua população foi atraída pelo novo, 
deixando no esquecimento suas raízes pelos migrantes que chegavam de toda parte do 
país.
A perda da identidade cultural criou-se, com o passar do tempo, a necessidade de 
retomada das tradições, por parte dos antigos moradores, culminados com a criação do 
Museu Histórico e Artístico de Planaltina em 24 de abril de 1974, situado na casa mais 
antiga de Planaltina, doada por seus antigos moradores, o casal Maria América 
Guimarães e Francisco Mundim Guimarães, onde seria preservada e revivida toda 
essência da cultura Goiana Planaltinense. 
  
Em 1990, aos 31 anos Planaltina, como todo o Distrito Federal se preparou para eleger 
pelo voto direto: Governador, Senador e Deputado Distrital. 








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